AS BASES DO BDSM E SEUS SIGNIFICADOS

Atualizado: 5 de jul. de 2021



SSC = SÃO, SEGURO E CONSENSUAL.


No SSC todos os envolvidos devem estar mentalmente saudáveis, agir com consensualidade e acima de tudo com segurança. SSC é a segunda base mais rígida do BDSM, creio eu, onde muitos dos fetiches não podem ser inclusos porque oferem riscos reais aos envolvidos, mesmo que controlados. SSC é uma base mutio conhecida pelo uso de uma palavra ou gesto de segurança.


SSS = SÃO, SEGURO E SENSUAL.


Distingue-se do SSC por rejeitar a consensualidade.

E o que é sensualidade? Sensualidade é a relação baseada no prazer mútuo, no respeito, no bom senso, no conhecimento profundo dos parceiros, na responsabilidade do Dominante em conduzir a cena de forma que o resultado final seja recompensante tanto ao Dominante que não teve restrições ao seu Domínio senão o Bom Senso, a Saúde, Segurança, e ao submisso que tem sua integridade física e mental rigorosamente observada.


TPE = TROCA TOTAL DE PODER.


TPE é consensual, mas sem nenhuma obrigatoriedade de sexplicações. Dentro do TPE, o submisso se entrega totalmente ao dominador, onde tudo ocorre conforme o dominador deseja, sem explicação prévia, aviso ou palavra de segurança. Tendo como base o profundo bom-senso da parte dominante. TPE é similar ao SSS.


RISSCK = FETICHE CONSENSUAL, SEGURO E SÃO COM RISCOS INFORMADOS.


É um SSC bastante técnico. Cheio de análises de risco – e que naturalmente comporta coisas mais complicadas que uma simples chicotada, mas ainda assim seguras e sâs. RISSCK também possui palavra de segurança. Ele é muito mais focado em relações 24/7.


RACK = TARA CONSENSUAL CONSCIENTE DE RISCO.


Criada para se contrapor ao SSC. Enquanto no SSC as pessoas estão seguras pela safeword, no RACK elas estarão conscientes do risco.


RISK-AWARE (DETERMINAÇÃO DE RISCOS)


Ambos, ou todos o parceiros, estão bem informados dos riscos envolvidos na atividade proposta.


CONSENSUAL


Conhecido esses riscos, ambos ou todos os parceiros, de espontânea vontade, oferecem um consenso preliminar para realizar a dita atividade.


KINK (PERVERSÃO)


A atividade tida como classificada como sexo alternativo.

PCRM = Prática consensual com risco mínimo.

A expressão RACK é mais exata do que a expressão SSC, entretanto mesmo assim não é perfeitamente exata, por isso proponho um novo conceito, segundo o qual as práticas do BDSM devem ser Consensuais, almejando-se sempre o risco mínimo ou a minimização máxima dos riscos; logo, a expressão correta deve ser Prática Consensual com Risco Mínimo. Essa nova expressão, a PCRM, além de ser mais exata, também elimina um termo que, pelo menos no Brasil, é pejorativo, o de “tara”; pois que não nos considero tarados, muito menos anormais, e sim apenas pessoas que admitiram a sua natureza e a exercem de modo sadio e dentro da lei, diferente da hipocrisia dominante que tenta negar seus instintos ou dos desejos “feijão-com-arroz” dos baunilhas.


PRICK = FETICHE CONSENSUAL COM RESPONSABILIDADE PESSOAL INFORMADA.


No PRICK coisas que não são seguras podem ser praticadas, ele é focado em cenas, inclusive profissionais.


PR – RESPONSABILIDADE PESSOAL

Significa que a responsa é de quem aplica em segundo lugar, e de quem pede em primeiro.

I – INFORMADO

Significa que essa responsabilidade sobre o que será feito é avaliada e transferida aos devidos autores.

CK – FETICHE CONSENSUAL

No PRICK não se analiza risco. Apenas se assume a responsabilidade sobre ele, onde há termos assinados. Aqui pode-se usar espetos, pregos grandes, geralmente usado nas cenas mais hardcores em vídeos de sites pornográficos. Tudo é permitido desde que haja um termo e a pessoa assine neste.

É indicado que novatos mantenham distância ou tomem cuidado ao se envolver com supostos praticantes do PRICK e RACK, pois são práticas “Hardcores”, que devem ser praticadas por pessoas experientes, que sabem o que estão fazendo e como estão fazendo.

5 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo